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TUTORIA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Na modalidade de Educação a Distância existem três elementos fundamentais em interação: aluno, material didático e professor. A experiência com EaD, independente da concepção de educação adotada e das ferramentas didáticas utilizadas (televisão, rádio, internet, material impresso), tem demonstrado que o sistema tutorial é cada vez mais indispensável ao desenvolvimento de aulas a distância. Nesse processo, cabe ao tutor acompanhar as atividades discentes, motivar a aprendizagem, orientar e proporcionar ao aluno condições de uma aprendizagem autônoma.

A Educação a Distância, é importante observar, pressupõe um sistema de transmissão e estratégias pedagógicas adequadas às diferentes tecnologias utilizadas. A estratégia didática da Educação a Distância, de acordo com Brande (1993) significa a escolha dos métodos e meios instrucionais estruturados para produzir um aprendizado efetivo. Não deve merecer atenção apenas o conteúdo do curso, mas também decisões sobre o suporte ao aluno, acesso e escolha dos meios. A forma como o tutor e o aluno se comunicam e interagem dependerá do esquema de aprendizado a ser usado. O autor revela ainda três fatores indispensáveis para que a Educação a Distância aconteça: o modelo de aprendizagem, a infra-estrutura tecnológica e infra-estrutura física propiciada pelo setor.

Qualquer estratégia, para atingir suas finalidades deve disponibilizar e gerenciar os conhecimentos de forma crítica, priorizando a educação para trabalhar os conteúdos de forma significativa, criando todas as condições à formação de indivíduos gestores da informação. A escola ainda não esclareceu as dúvidas que possui sobre a utilização da tecnologia como fator fundamental para melhorar o desempenho dos alunos, ou até aprimorar a qualidade da educação. A qualificação do corpo docente continua sendo sempre a primeira prioridade. A utilização das tecnologias como recurso didático trouxe à tona uma série de desafios tais como: a seleção dos diferentes tipos de textos elaborados e/ ou produzidos para um curso de EaD, a articulação dos núcleos temáticos, interdisciplinaridade, coordenação didático-pedagógica, renovação metodológica dos docentes, fundamentos teóricos de aprendizagem e do processo de avaliação.

É possível encontrar classificações relativas a EaD em que são utilizados critérios similares aos das tecnologias, cuja visão de homem está posta numa concepção linear de mundo. Segundo Aparici (1999, p. 3), tanto a informática como os sistemas tecnológicos de comunicação podem proporcionar a igualdade de oportunidades para promover a cidadania. A crise da sociedade contemporânea exige que os países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, não se limitem a apenas lutar de forma racional e estratégica contra a pobreza, mas direcionem seus investimentos em políticas de educação, até para resgatar a dívida social, acumulada ao longo da história.

A década de 90 trouxe à tona um novo modelo cultural, em que o saber passa a desempenhar papel relevante. Daí a relevância de os profissionais da educação serem formados numa perspectiva de superação da sociedade que está posta, evidenciando a necessidade de revisão nas concepções de ensino e de educação, nos procedimentos, nos modelos de gestão e de ações. Revisões estas que passam, sobretudo, pela compreensão do relacionamento orgânico entre as universidades e instituições quase milenares e a sociedade.

No campo da tecnologia educacional, a abordagem do processamento da informação tem sido usada especificamente na pesquisa sobre meios educacionais. A comunicação docente/discente no ensino aberto e a distância exige dos professores novos esquemas mentais e novas concepções acerca do saber que envolve diálogos constantes, intercâmbios singulares, criatividade e disponibilidade para investigação, indispensáveis ao cumprimento do compromisso real com as políticas democráticas e de eqüidade social.

Para dar conta deste compromisso, a universidade precisa ser constantemente lugar de produção do saber, fato este que requer também tempo de reflexão crítica, já que o núcleo de qualidade da vida acadêmica se diferencia pela produção própria/coletiva e crítica, num contexto pluralista e democrático.

Na sociedade atual, sob o primado de saberes que continuamente se superam e se reconstroem, não é mais possível pensar a educação como mero repasse de conhecimentos, seguindo uma tradição cultural. Pensar novas formas de educação exige que ultrapassemos a idéia de que ela não seja apenas um meio ou uma modalidade, mas uma possibilidade de ressignificação da educação em face das necessidades do mundo global, observa Neder (1999). Estas inovações estão exigindo assim uma mudança importante no papel do professor e uma formação específica nesse sentido.

Para Rodriguez (1997), é necessário rever as dimensões: educativa, tecnológica e comunicativa, em relação ao papel e ao protagonismo que assumem os professores implicados na organização do trabalho pedagógico. É preciso insistir na idéia de que as multimídias não transformam o trabalho docente, elas apenas expressam com grande impacto os novos cenários da sociedade contemporânea e permitem um armazenamento enorme de informação, por meio de novas linguagens.

Dessa forma, a educação a distância deve ser assumida como uma das utopias da educação para desenvolver as sociedades de nosso continente e superar os imperativos da cultura de consumo. Estas questões sublinham a importância da atuação docente em EaD, em que o perfil do profissional de educação deve conter competências bem mais complexas, tais como:

  • Saber lidar com os ritmos individuais diferentes dos alunos;

  • Apropriar-se de técnicas novas de elaboração do material didático impresso e do produzido por meios eletrônicos;

  • Dominar técnicas e instrumentos de avaliação, trabalhando em ambientes diversos daqueles já existentes no sistema presencial de educação.

  • Ter habilidades de investigação;

  • Utilizar técnicas variadas de investigação e propor esquemas mentais para criar uma nova cultura, indagadora e plena em procedimentos de criatividade.

Diante desses novos paradigmas é que devem ser postos os questionamentos das instituições educacionais, suas polêmicas e preocupações sobre EaD. Os educadores que pretendem lutar contra a exclusão social devem preocupar-se em adquirir uma nova cultura educacional, atualizando-se no uso de tecnologias de informação e comunicação, pois, nesse novo modelo, o professor é continuamente chamado a estabelecer múltiplas interações.

Algumas escolas já vêm desenvolvendo esse trabalho social com sucesso, investindo em equipamentos, na formação docente e em processo de gestão educacional inovador. Este deve envolver uma equipe multidisciplinar, administradores, professores, pesquisadores, tutores, monitores e profissionais da área técnica. Para que ganhem credibilidade no contexto social em que estão inseridas, várias universidades estão apostando firmemente na qualificação profissional, por meio de curso de aperfeiçoamento e de formação continuada, como é o caso da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) que, desde 1998, vem trabalhando com Educação a Distância, hoje organizada em um departamento específico.

Um investimento necessário a qualquer instituição que busca desenvolver EaD, é a criação de sistemas tutoriais realmente eficazes, apropriados a apoiar e promover o crescimento do aluno em cada uma das etapas do processo de ensino. A figura de destaque, responsável pelo bom andamento das atividades, é o tutor, profissional que assume a missão de articulação de todo o sistema de ensino-aprendizagem, quer na modalidade semipresencial ou a distância.

Segundo Ferreira e Rezende (2004), o tutor deve acompanhar, motivar, orientar e estimular a aprendizagem autônoma do aluno, utilizando-se de metodologias e meios adequados para facilitar a aprendizagem. Através de diálogos, de confrontos, da discussão entre diferentes pontos de vista, das diversificações culturais e/ou regionais e do respeito entre formas próprias de se ver e de se postar frente aos conhecimentos, o tutor assume função estratégica.

E, estrategicamente, esse setor tem como finalidade resolver os ruídos de comunicação e os problemas que surgem ao longo do processo de ensino, procurando resolvê-los e, ao mesmo tempo, realizando a articulação e desenvolvendo ações para aperfeiçoar o sistema de EaD, que deve ser alvo de constantes reflexões.

2. Tutoria, tutor.

Há várias maneiras de definir o conceito. A tutoria pode ser entendida como uma ação orientadora global, chave para articular a instrução e o educativo. O sistema tutorial compreende, desta forma, um conjunto de ações educativas que contribuem para desenvolver e potencializar as capacidades básicas dos alunos, orientando-os a obterem crescimento intelectual e autonomia, e para ajudá-los a tomar decisões em vista de seus desempenhos e suas circunstâncias de participação como aluno.

Por outro lado, a etimologia da palavra tutor traz implícito o termo tutela, proteção, tão comum no campo jurídico. A defesa de uma pessoa menor ou necessitada. Apropriada pelo sistema de Educação a Distância, (SÁ, 1998), tutor passou a ser visto como um orientador da aprendizagem do aluno solitário e isolado que, freqüentemente, necessita do docente ou de um orientador para indicar o que mais lhe convém em cada circunstância. Pode-se admitir plenamente que o Professor-Tutor seja denominado em outros sistemas similares como orientador acadêmico ou até facilitador.

No sistema de EaD, o tutor, vale frisar, tem papel fundamental, pois garante a inter-relação personalizada e contínua do aluno no sistema e se viabiliza a articulação necessária entre os elementos do processo e execução dos objetivos propostos. Cada instituição que desenvolve EaD busca construir seu modelo tutorial, visando o atendimento das especificidades locais e regionais, incorporando, como complemento, as TICs.

Os projetos que se propõem a desenvolver EaD com base metodológica consistente precisam assegurar um fluxo de comunicação interativa e bidirecional, mediada pela ação tutorial com acompanhamento pedagógico e avaliação sistemática da aprendizagem. Não se concebe mais a idéia de educação como processo de vinculação ou de modelagens de comportamentos, mas, sobretudo, uma ação consciente e co-participativa que possibilite ao aluno a construção de um projeto profissional político e inovador. É nesta perspectiva que se situa a ação tutorial, com o propósito de propiciar ao estudante a distância um ambiente de aprendizagem personalizado, capaz de satisfazer suas necessidades educativas.

Como mediador, neste processo, o professor tutor assume papel relevante, atuando como intérprete do curso junto ao aluno, esclarecendo suas dúvidas, estimulando-o a prosseguir e, ao mesmo tempo, participando da avaliação da aprendizagem.

3. Níveis de Atuação do Tutor

Conforme Preti (1996, p.27), “o tutor, respeitando a autonomia da aprendizagem de cada cursista, estará constantemente orientando, dirigindo e supervisionando o processo de ensino-aprendizagem[...]. É por intermédio dele, também, que se garantirá a efetivação do curso em todos os níveis”.

A tutoria visa a orientação acadêmica, acompanhamento pedagógico e avaliação da aprendizagem dos alunos a distância. Para isso o tutor deve possuir um papel profissional com capacidades, habilidades e competências inerentes à função. Precisa expressar uma atitude de excelente receptividade diante do aluno e assegurar um clima motivacional.

O subsistema de tutoria, muito mais que um aspecto estrutural e de assistência ao estudante, deve ser visto como o atendimento à educação individualizada e cooperativa e numa abordagem pedagógica centrada no ato de aprender que põe à disposição do estudante-adulto recursos que lhe permitem alcançar seus objetivos no curso, de forma mais autônoma possível.

O professor tutor deve diferenciar e seqüenciar as diversas informações que proporciona aos estudantes, sistematizando as seguintes ações:

  • No primeiro encontro com o aluno, o tutor deve expressar uma atitude de excelente receptividade para assegurar um clima motivacional de entendimento pleno;

  • Em seguida, informar o estudante sobre a estrutura e o funcionamento do sistema de EaD, dos meios didáticos utilizados e sistema de avaliação, etc. Comentar, ainda, o sentido e o papel da tutoria no processo de ensino e aprendizagem em EaD;

  • Analisar, com o estudante, os níveis de responsabilidade dos professores da sede central, dos professores-tutores e de suas contribuições em diferentes atividades para garantir um processo de aprendizagem individual consistente;

  • Diferenciar para o estudante as funções de tutoria e de presencialização dos professores, já que o sistema de EaD foi planejado para promover auxílio aos alunos em dificuldades de aprendizagem e não sistematizar encontros semanais de tutoria.

Para exercer o seu papel, o tutor deve, portanto, possuir um perfil profissional com certo número de capacidades, habilidades e competências inerentes à função. A importância e a complexidade da posição que ocupa o tutor dentro de um sistema de EaD exige que ele possua o domínio de uma prática política educativa, formativa e mediatizada.

4. Formação do Tutor

Conforme Ibanez, citado em Aretio (1996), é também muito importante a relação pessoal entre os tutores e entre estes e os demais profissionais envolvidos com EaD. Como educador que é, do tutor são requeridas certas qualidades, como maturidade emocional, capacidade de liderança, bom nível cultural, capacidade de empatia, cordialidade e ser um “bom ouvinte”.

A relação tutor-aluno pode ser mediatizada pelas mais diversas modalidades de comunicação. A educação e formação de adultos são, portanto, uma atividade específica, comprometida com a realização do sujeito em todas as perspectivas de vida: humana, social, política, laboral, tecnológica, sob uma visão axiológica, ética e crítica da sociedade.

5. Princípios e Estratégias Correspondentes a Tutoria

Interesse: adaptar o ensino aos interesses dos alunos. Estratégia Introduzir estímulos, situações instigantes e paradoxais para assegurar a atenção dos alunos.

Relevância: o aluno deve perceber que o ensino está relacionado às suas necessidades e a objetivos pessoais. Estratégia: Usar exemplos ligados a situações reais dos alunos para que na aprendizagem intervenham aspectos pessoais e emocionais e não seja só uma assimilação intelectual.

Expectativa: o aluno deve perceber que pode ser bem sucedido mediante um esforço adequado.

Estratégia: considerar os conhecimentos que os alunos possuem, aprofundá-los e aproximá-los dos desconhecidos de maneira progressiva e moderada.

Satisfação: procurar que a aprendizagem seja satisfatória em si mesma (motivação intrínseca) ou pelas recompensas recebidas (motivação extrínseca). Estratégia: Orientar os alunos para um processo de curiosidade pelo desconhecido e para a pesquisa.

Como fazer do saber um enigma e criar o saber com o enigma, gerando no aluno o desejo de aprender?

Considerando que na base conceitual da educação de adultos sobressaem a autonomia e a singularidade como componentes fundamentais, torna-se evidente que sua formação deve ser entendida como processo orientado para a auto-aprendizagem. No sentido de estimular a motivação intrínseca do desejo que o adulto geralmente apresenta, os processos de ensino e de auto-aprendizagem devem basear-se na participação ativa dos sujeitos, e os projetos devem estar coerentes com os seus interesses e necessidades.

O atendimento aos interesses imediatos dos conhecimentos adquiridos requer elevado nível de transferência, de tal forma que os estudantes possam vivenciá-los e aplicá-los em sua realidade. Outro fator a ser considerado é a experiência do êxito, que reforça a autoconfiança do adulto mediante a proposição de objetivos viáveis e recursos adequados para alcançá-los.

Tanto o esforço como a valoração, contribuem para aumentar a auto-estima e o incentivo dos adultos no prosseguimento de seus estudos. As limitações de tempo e de espaço devem ser levadas em consideração ao se planejar atividades e programas direcionados à educação de adultos. Estes devem ser flexíveis e atender ao ritmo diferencial dos estudantes, às demandas sócio-etnográficas de cada cultura e às expectativas e exigências de futuras ocupações numa sociedade em permanente transformação.

6. Perfil de Competências do Tutor

A formação específica de tutores inclui, portanto, os fundamentos, a metodologia e estrutura acerca do sistema de EaD, a fim de sustentar as bases pedagógicas da aprendizagem sobre o comportamento das pessoas adultas. Inclui ainda os procedimentos de investigação e confecção de materiais didáticos nas mais diferentes mídias. O tutor deve possuir habilidades de comunicação, competência interpessoal, liderança, dinamismo, iniciativa, entusiasmo, criatividade, capacidade para trabalhar em equipes etc.

Em uma sociedade plural e multicultural e em evolução acelerada como a nossa, cabe às instituições educativas atender às necessidades dos alunos, respeitando suas singularidades e compensando as desigualdades por meio de auxílios qualitativos, contextualizados e direcionados a uma visão psicopedagógica contínua.

A figura do tutor deve situar-se numa posição estratégica, já que seu desempenho central é atuar como mediador entre currículo, interesses e capacidades do jovem agora e, no futuro, professores, pais e alunos; alunos entre si e nos processos de ensino-aprendizagem.

A nova concepção educativa de orientação do Ministério da Educação da Espanha, por exemplo, privilegia a função tutorial a ser desempenhada sob forma colegiada, isto é, envolvendo o conjunto de pessoas que possuem maiores contatos entre si, tutores e tutorandos e seu entorno. Esta concepção educativa de função tutorial traz implícitas as novas dimensões de intervenção didática, de comunicação e de encontros organizativo funcionais que implicam um novo perfil de tutor, exigem estrutura e possibilidades de funcionamentos flexíveis e contextualizados, de forma crítica, etc. com visão e ação que superem as salas de aula para integrar-se em uma ação global junto as equipes.

7. Processos de Seleção, Formação e Avaliação dos Tutores.

A formação de professores tutores se orienta por processos reflexivos de investigação e exige um currículo consistente, tendo como suporte a relação teórica e prática. Que o tutor, à luz da teoria, possa pensar a sua prática direcionada para aprender a aprender. No sistema de EaD, a interlocução aluno-orientador é exclusiva. A dimensão da orientação exige que o número de alunos por orientador não seja excessivo. Alguns autores apontam como ideal a relação de um tutor para cada 20 ou 30 alunos.

O atendimento a este critério permite um processo de interlocução que respeita os diferentes programas de EaD, bem como a diversidade de expectativas dos alunos. Tanto a seleção, como a formação do tutor em qualquer proposta de EaD constitui uma das garantias de qualidade do sistema (NEDER, 1999).

No sentido de explicitar as implicações formativas articuladas ao papel do tutor, Arredondo (1998), selecionou os seguintes procedimentos:

  • Atuar como mediador; conhecer a realidade de seus alunos em todas as dimensões (pessoal, social, familiar, escolar etc.);

  • Oferecer possibilidades permanentes de diálogo, saber ouvir, ser empático e manter uma atitude de cooperação;

  • Oferecer experiências de melhoria de qualidade de vida, de participação, de tomada de decisões.

A Educação varia sempre em função de uma concepção de vida, refletindo em cada época, pela estrutura da sociedade, resgatando sempre novas perspectivas ao pensamento pedagógico. O processo educacional não se faz somente por uma instituição de ensino, ela representa todos os níveis da aprendizagem e o treinamento, uma continuidade à educação no que diz respeito ao preparo dos indivíduos para exercer melhor suas funções profissionais. Para que esse processo aconteça de forma eficaz é necessário que seja aplicado com uma base teórico-metodológica pedagógica.

No Brasil, existem muitas dificuldades estruturais para a oferta de ensino presencial, em função das distâncias geográficas e diferenças regionais, culturais, econômicas. Com este propósito de democratizar o acesso à Educação e ao conhecimento no Brasil, a “Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9394/96) promulgada em 20 de dezembro de 1996 prevê a implantação gradativa da Educação a Distância (EaD) no sistema Nacional”.

A EaD é uma modalidade educativa que caminha para a democratização do saber e amplia oportunidades de acesso ao conhecimento, felizmente já podemos observar esforços públicos e privados no sentido de criar consórcios e promover um grande debate visando organizar os pressupostos teóricos e práticos para podermos avançar na estruturação de uma grande rede de EaD, possibilitando assim queimarmos etapas e levando educação a todos os cantos deste nosso país continental, certamente temos muito caminho à frente, mas sempre poderemos olhar para trás e verificar o longo caminho que já percorremos.

http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/088-TC-C2.htm

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